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Consulta pública: governo obriga o Ginga nos aparelhos de TV digital

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A partir do dia 20 de setembro, permanecendo até o dia 05/10, foi disponibilizada para consulta pública, a obrigação do middleware, Ginga, para TV Digital, nos aparelhos de LCD.  A proposta é de que 75% dos televisores obtenham o software para interatividade  até 31 de dezembro de 2012 e, a partir de 1º de janeiro de 2013, todos os equipamentos.  Da mesma forma, os aparelhos com o suporte para conectividade IP (Tv conectadas) foram incluídos na obrigatoriedade.

Acontece que, vale lembrar algumas coisas: a 1ª é a de que o Ginga ainda não possui sequer uma implementação pronta – ou seja, após as especificações técnicas terem sido criadas, não houve uma aplicação destas que venham a servir de referência para execução de todos os fabricantes. Então não se surpreenda se possui uma tv que alega possuir “Ginga” e, talvez, não ser “bem” o software -, da mesma forma, as emissoras ou radiodifusores ainda investem nos custos para a própria TV Digital e a demanda pelo desenvolvimento da interatividade – grande destaque funcional da televisão digital –  não lhes interessa tanto por enquanto.

Bem, o fato é de com essa ação do governo, ainda que “calejados” pelos diversos entraves de interesses políticos e econômicos, podemos voltar a vislumbrar  uma maior produção de conteúdo para as tvs digitais, sentir que  algo que estava “embargado” e ainda apenas como promessa, ou um sonho, ao nosso sistema de  transmissão de tv digital, esteja sendo revisto.  As nossas contribuições podem ser enviadas por email: cgice@mdic.gov.br ou por fax: 6120277097.

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O futuro da TV: broadcast, broadband ou ambas juntas?

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A TV digital interativa no Brasil, ao menos por enquanto, não vem apresentando soluções atrativas tampouco com possibilidades de uma real interação a sua programação.  Na verdade, nos são trazidas apenas algumas meras opções acessórias que pouco nos mantém interessados.  O “Ginga”, middleware  desenvolvido para possibilitar a interatividade ao nosso sistema digital (ISDB-TB), apesar de real para as aplicações tecnológicas não apresenta suas potencialidades,de fato, ao “mundo real”.  Enquanto isso, a TV conectada, ou melhor, com “broadband” (com banda larga), vem somando-se aos lares brasileiros.  Assim, ficamos com o formato antigo do broadcast (transmisão), sem reais e interessantes aplicações de interatividade – como tão prometido no início da TV Digital – e com a TV que também conecta a internet, na verdade,  apenas servindo como um monitor de 42″. Mas, e se uníssemos as duas ofertas tecnológicas, favorecendo o conteúdo das transmissões? Ou seja, interagir com  a programação da TV através da internet? Por exemplo,  através de uma rede de relacionamento (tipo, twitter)  elaborar um comentário do programa e vê-lo passar na própria tela junto a transmissão. (Apesar de, pessoalmente, achar difícil uma TV aberta veicular todo e qualquer tipo de comentário e se mesmo assim houver uma mediação, talvez,  haja uma descrença do público). De qualquer forma, com essa possível junção de tecnologias, há uma diversidade de outras opções e com atrativos caminhos para o futuro da nossa televisão. Recentemente, li um artigo da IDG Now, a respeito, e acho que vale dividir com vocês (link), talvez, possa nos ajudar ainda mais a tentar entender e a esquadrinhar um interessante futuro para nossa televisão interativa digital.

Do dia 02 ao dia 06 de setembro, houve o Intercom (Congresso brasileiro de Ciências da Comunicação) – motivo da minha parcial “ausência” do blog, lá  apresentei um trabalho no GP de Televisão e vídeo, que em breve dividirei com vocês, pois obtive um ótimo retorno 🙂 – o evento, dentre diversas mesas de discussões em Comunicação, não podia deixar de trazer também a temática da  convergência para a  TV digital e, em certa ocasião, houve um debate (aqui segue o link) que também pode nos ajudar a ilustrar o atual panorama da televisão “interativa” brasileira. Espero, de verdade, que conforme consta como as palavras do professor Ferraz, haja mesmo um “futuro com boas novidades para esse campo”. Boa leitura!

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Observação: este vídeo é de 2008!

E a “interatividade”?

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Hoje, na Universidade, mais uma vez, surgiu a discussão em torno da tal interatividade. Difícil pensar  nos dispositivos de comunicação atuais e não ‘linkar’ às reais possibilidades de interação com estes e com os conteúdos propostos. O problema é entender em que níveis se pode dar essa interação e quando a chamarmos de interatividade, de fato. O que mais se vê, hoje em dia, é o uso do termo mais como uma reconfiguração mercantil para os ambientes de comunicação e, inclusive, para produtos quaisquer, do que propriamente ao que lhe consiste na realidade. Há até tênis “interativos”!! Aí está também outro problema, o adjetivo “interativo” existe em função do termo interação, mas como não inventaram ainda um para a ação de interatividade esta se apropria daquele também e aí, conforme disse antes:quase tudo acaba tendo interatividade.  Caiu na graça e nos bolsos também. Mas, a despeito das taxonomias do termo e  voltando ao papo da Universidade, observamos que os aplicativos atuais para TV Digital não são mais que acessórios da programação da emissora. Não há de fato, na promoção da interatividade, nenhuma possibilidade de ação e colaboração do usuário no próprio conteúdo da  TV. Lembram do “Você Decide”? Em que podíamos optar, coletivamente, pelo fim da narrativa? Então, assim também deveria ser a interatividade proposta para a Televisão Digital, com efetiva participação do telespectador na criação do conteúdo a ser assistido, mesmo que entre possibilidades já pré-programadas. Ao menos, é isso que, nós, comunicadores, esperamos ser alcançado: novidades, estímulos a um novo percurso de leitura da Televisão que possa enquadrá-la na demanda de novos fluxos de socialização e comunicação gerados com a influência digital. Mas, enquanto isso não acontece, enquanto ainda ocorrem os imbróglios, continuam as polêmicas não só em torno das concepções do termo para os processos atuais de Comunicação Social como também de suas reais possibilidades de ação.